domingo, 29 de junho de 2014

PARA REFLETIR!

Lendo o texto “ O modelo dos modelos” de Italo Calvino, entendi que o senhor Palomar representa  a sociedade que  a tão pouco tempo atrás tinha um modelo padrão o qual era requisitado por todos, um modelo homogêneo, traçado por linhas retas, pessoas sem nenhuma deficiência que seria capaz, essa era a  exigência de uma sociedade com  mente limitada que não  enxergava pessoas com deficiências e não percebia as capacidades. Aos poucos a sociedade tem deixado de ser causadora de deficiências, a partir de impedimentos que impõem as pessoas, tem mudado e visto que todos têm dificuldades e é necessário nos adequar, acreditar, pois estamos vivendo num tempo de desafio que nos provoca  a viver com a heterogeneidade da qual fazemos parte. Quando nos doamos, nos importamos com essas diferenças, temos a oportunidade de sermos pessoas melhores e de ter pessoas melhores ao nosso derredor, ensinamos sim, mas  aprendemos muito mais. Sabendo que é mais fácil aprender em linhas retas do que em linhas retorcidas,  e que é necessário apagar da mente o modelo de linhas retas e cheia de regras e reconhecer que todos somos iguais nas diferenças, e que independente da cor, raça, posição social, ou deficiência, somos pessoas que temos certo grau de deficiência, incluindo “mente limitada” digo isso pensando nas diferentes habilidades de cada um, e todos tem algo a oferecer e  precisamos uns dos outros para que certas habilidades sejam exequível,  e juntos na mesma concepção  podemos crescer ,ou seja, aprender com as nossas dificuldades, porque somos todos capazes de aprender.  É importante  que busquemos ser  desafiados todos os dias a aprender a aprender.

 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

RECURSOS E ESTRATÉGIAS EM BAIXA TECNOLOGIA PARA APOIAR O ALUNO COM TGD EM SEU DESENVOLVIMENTO

                                        

Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) são distúrbios nas interações sociais recíprocas que costumam manifestar-se nos primeiros cinco anos de vida. Caracterizam-se pelos padrões de comunicação estereotipados e repetitivos, assim como pelo estreitamento nos interesses e nas atividades.
Os TGD englobam os diferentes transtornos do espectro autista, as psicoses infantis, a Síndrome de Asperger, a Síndrome de Kanner e a Síndrome de Rett.
Com relação à interação social, crianças com TGD apresentam dificuldades em iniciar e manter uma conversa. Algumas evitam o contato visual e demonstram aversão ao toque do outro, mantendo-se isoladas. Podem estabelecer contato por meio de comportamentos não-verbais e, ao brincar, preferem ater-se a objetos no lugar de movimentar-se junto das demais crianças. Ações repetitivas são bastante comuns.
Os Transtornos Globais do Desenvolvimento também causam variações na atenção, na concentração e, eventualmente, na coordenação motora. Mudanças de humor sem causa aparente e acessos de agressividade são comuns em alguns casos. As crianças apresentam seus interesses de maneira diferenciada e podem fixar sua atenção em uma só atividade, como observar determinados objetos, por exemplo.
Com relação à comunicação verbal, essas crianças podem repetir as falas dos outros - fenômeno conhecido como ecolalia - ou, ainda, comunicar-se por meio de gestos ou com uma entonação mecânica, fazendo uso de jargões.

PRANCHA DE HIGIENE PESSOAL
Estes recursos poderão ser utilizados com alunos de todas as idades que tem TGD e precisam se desenvolver.
Esta prancha deve ser utilizada em casa e na escola. Poderá auxiliar a comunicação, através desta a criança pode expressar seus desejos e necessidades. Incentiva o aluno a usar esta prancha em vez de ficar irritado ou agitado por não conseguir se expressar. Deve ser utilizado tanto em casa como na  escola Ex: hora de escovar dentes, lavar as mãos, hora do lanche, etc.

                                                  

                                                          SEQUENCIA LÓGICA                                           
Esta atividade pode ser produzida. Recortar, ampliar. Deve ser trabalhada na sala comum e AEE. Pode ser contada ou escrita. Conforme o nível do aluno.
O professor pede que o aluno organize em seqüência, depois questiona sobre o que está acontecendo em cada cena, observar cores, locais e se o aluno já for alfabetizado, pedir que construa uma história, usando a escrita convencional, ou o alfabeto móvel.


                                                  


COMO ESTÁ SEU DIA HOJE?
A criança pode demonstrar como está seu humor através                                                                            

                                                  

A  foto mostra ao aluno a diferença do grande, pequeno. Professor leva os objetos e pede para o aluno relacioná-los com as figuras e tamanho.


                                                  


Identificar tamanho: pequeno, médio e grande.
O professor do AEE poderá demonstrar juntamente com o aluno identificar e dar o  significa as figuras representadas. O professor deve construir juntamente com o aluno.
                                                  

SEQUENCIA NUMÉRICA
Recortar a figura de meios de transportes ou outras, em fatias verticais e  Enumerá-las em ordem. Embaralhar as fichas e pedir que coloque em ordem. Ou confeccionar outros como os exemplos abaixo. Pode ser trabalhada na sala comum e AEE. Ajuda a organizar o raciocínio lógico. A figura mostra um quebra cabeça que também é trabalhado a sequencia numérica relacionado a quantidade.

                                                   
                                                   

Pareamento de letras, relacionado à figuras conhecidas.

                                                    



Pode ser utilizado em casa, sala comum e AEE. Ajuda a criança a expressar suas necessidades. O professor deve ter em vista as fichas, para quando o aluno precisar, procurar o que está necessitando no momento.
                                            

Ajuda o aluno a identificar locais, pessoas, partes do corpo, cumprimentos e outros.
O professor do AEE poderá demonstrar juntamente com o aluno identificar e dar o  significado as figuras representadas. Ex: dentro e fora de uma vasilha, da sala de aula e até da escola, momento em que a mãe trás o filho deve se apresentar a ficha. Partes do corpo e assim por diante, trabalhar o concreto sempre.
                             
                                               


etc.

domingo, 20 de abril de 2014

SURDOCEGUEIRA E A DEFICIÊNIA MÚLTIPLA (DMU)

        

“O termo deficiência múltipla tem sido utilizado, com freqüência, para caracterizar o conjunto de duas ou mais deficiências associadas, de ordem física, sensorial, mental emocional ou de comportamento social. No entanto, não é o somatório dessas alterações que caracterizam a múltipla deficiência, mas sim o nível de desenvolvimento, as possibilidades funcionais, de comunicação interação social e de aprendizagem que determinam as necessidades educacionais dessas pessoas.”( MEC – 2006)
“Considera-se uma criança com deficiência múltipla sensorial aquela que apresenta deficiência sisual ou auditiva, associada a outras condições de comportamento e comprometimentos, sejam elas na área física, intelectual ou emocional, e dificuldades de aprendizagem.” (MEC/SEESP/2006).
O corpo é a realidade mais imediata do ser humano. A partir e por meios dele, o homem descobre o mundo e a si mesmo. Portanto, favorecer o desenvolvimento do esquema corporal da pessoa com surdocegueira ou com deficiência múltipla é de extrema importância. Para que a pessoa possa se auto perceber e perceber o mundo exterior, devemos buscar a sua verticalidade, o equilíbrio postural, a articulação e a harmonização de seus movimentos. A autonomia em deslocamentos e movimentos, o aperfeiçoamento das coordenações viso motora, motora global e fina, e o desenvolvimento da força muscular.
Quanto a comunicação todas as pessoas se comunicam, ainda que em diferentes neveis de simbolização e com formas de comunicação diversas, assim, considera-se que qualquer comportamento poderá ser uma tentativa de comunicação. Dessa maneira, é preciso estar atento ao contexto no qual os comportamentos, as manifestações ocorrem e sua freqüência, para assim compreender melhor o que o aluno tem a intenção de comunicar e responder.