domingo, 16 de março de 2014

Educação das Pessoas com Surdez

                                     EDUCAÇÃO DAS PESSOAS COM SURDEZ

                                       
 
  Há muito tempo existe um embate político e epistemológico entre gestualistas e os oralistas, ambos debatem cada um defendendo suas teologias e ações em prol da educação das pessoas com surdez. Uns estudiosos condenavam a Língua de Sinais dando ênfase a oralidade, outros condenavam a oralidade e acreditava que o correto  era a Língua de Sinais. E ainda hoje é  discutido o que é melhor, se esta ou aquela língua, enquanto isso as pessoas com surdez vão ficando secundarizadas e descontextualizadas das relações sociais, das quais fazem parte, ficam sem desenvolver seu potencial individual e coletivo e acabam sendo relegadas a uma condição excludente. Muitos ainda confundem a inserção das pessoas com surdez na escola comum com a inclusão. Damásio, menciona que  pouco tem sido feito, mas já começam a aparecer alguns resultados dos esforços das escolas comuns para se tornarem espaços inclusivos de ensino e de aprendizagem,  por meio de práticas que tentam a melhoria do processo educacional para todos os alunos. Damásio ainda cita que: conforme Dorziat (1998), o aperfeiçoamento da escola comum em favor de todos os alunos é primordial.
                Sabemos que é necessário instigar o conhecimento e no caso do aluno com surdez, isso deve  acontecer através do visual, proporcionar  ambiente desafiador  que facilite o aprendizado desses alunos,  obviamente eles vão precisar de muitos materiais concretos, palpáveis que poderão ser confeccionados juntamente com os alunos, ou não. Damásio (2010,p.50) diz:
Por isso, é necessário discutir que, mais do que uma língua, as pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade perceptivo-cognitiva.
                Então de acordo com Damásio, temos constatado que nas escolas comuns em que passam a adotar a Língua de Sinais no cotidiano de suas salas de aulas, sem quaisquer outras mudanças nas suas práticas pedagógicas, de acordo com uma concepção integracionista de processo escolar, os alunos com surdez estão enfrentando dificuldades no aprendizado da Língua Portuguesa, posto que a Língua de Sinais, como já  referimos, não favorece a aquisição da leitura e da escrita da Língua Portuguesa. Os resultados são insatisfatórios e há poucos progressos desses alunos do ponto de vista cognitivo e linguístico. Aliás, esses avanços não são igualmente percebidos também nas escolas especiais para pessoas com surdez que, no geral, adotam o oralismo ou a comunicação total. Nessas escolas, os alunos com surdez permanecem longos anos para serem alfabetizados na Língua Portuguesa, que é uma condição para que eles possam frequentar as escolas comuns.
                Portanto hoje a melhor proposta  para a educação das pessoas com surdes é a bilíngüe, porém sabemos que não basta para que haja inclusão temos que pensar e valorizar as diferenças e potencial que cada ser humano tem.



           










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