EDUCAÇÃO DAS PESSOAS COM
SURDEZ
Há
muito tempo existe um embate político e epistemológico entre gestualistas e os
oralistas, ambos debatem cada um defendendo suas teologias e ações em prol da
educação das pessoas com surdez. Uns estudiosos condenavam a Língua de Sinais
dando ênfase a oralidade, outros condenavam a oralidade e acreditava que o correto era a Língua de Sinais. E ainda hoje é discutido o que é melhor, se esta ou aquela
língua, enquanto isso as pessoas com surdez vão ficando secundarizadas e
descontextualizadas das relações sociais, das quais fazem parte, ficam sem
desenvolver seu potencial individual e coletivo e acabam sendo relegadas a uma
condição excludente. Muitos ainda confundem a inserção das pessoas com surdez na
escola comum com a inclusão. Damásio, menciona que pouco tem sido feito, mas já começam a
aparecer alguns resultados dos esforços das escolas comuns para se tornarem
espaços inclusivos de ensino e de aprendizagem,
por meio de práticas que tentam a melhoria do processo educacional para
todos os alunos. Damásio ainda cita que: conforme Dorziat (1998), o
aperfeiçoamento da escola comum em favor de todos os alunos é primordial.
Sabemos que é necessário instigar
o conhecimento e no caso do aluno com surdez, isso deve acontecer através do visual, proporcionar ambiente desafiador que facilite o aprendizado desses alunos, obviamente eles vão precisar de muitos
materiais concretos, palpáveis que poderão ser confeccionados juntamente com os
alunos, ou não. Damásio (2010,p.50) diz:
Por
isso, é necessário discutir que, mais do que uma língua, as pessoas com surdez
precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e
exercitem a capacidade perceptivo-cognitiva.
Então
de acordo com Damásio, temos constatado que nas escolas comuns em que passam a
adotar a Língua de Sinais no cotidiano de suas salas de aulas, sem quaisquer
outras mudanças nas suas práticas pedagógicas, de acordo com uma concepção integracionista
de processo escolar, os alunos com surdez estão enfrentando dificuldades no
aprendizado da Língua Portuguesa, posto que a Língua de Sinais, como já referimos, não favorece a aquisição da
leitura e da escrita da Língua Portuguesa. Os resultados são insatisfatórios e
há poucos progressos desses alunos do ponto de vista cognitivo e linguístico.
Aliás, esses avanços não são igualmente percebidos também nas escolas especiais
para pessoas com surdez que, no geral, adotam o oralismo ou a comunicação
total. Nessas escolas, os alunos com surdez permanecem longos anos para serem
alfabetizados na Língua Portuguesa, que é uma condição para que eles possam
frequentar as escolas comuns.
Portanto
hoje a melhor proposta para a educação
das pessoas com surdes é a bilíngüe, porém sabemos que não basta para que haja
inclusão temos que pensar e valorizar as diferenças e potencial que cada ser
humano tem.

Nenhum comentário:
Postar um comentário